Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

quarta-feira, 30 de março de 2016

Mercado da Figueira de vento em popa...


Vá lá senhores produtores do Mercado da Figueira,não custa nada,com mais um Novo Regulamento dos Mercados da Figueira,vocês vão ter que estar no Mercado 3 ou 5 dias por semana com os vossos espaços abertos,e como não vão ter tempo para plantar as Couves,os Nabos,as Cebolas e os Tomates,olhem querem um conselho amigo?
Vão ali ao lado aos CHINEZES,que eles têm lá de tudo,e assim quem se lembrou de vos acelerar o passo para basarem  do centenário espaço,fica a ver navios,e depois com a jovialidade que vós tendes,pelo menos mais 50 anos vão de certo aguentar-se por lá...
Força malta jovem,nunca desistam...

Mercado Eng.Silva da Figueira da Foz
Sempre e para sempre...

Ou sim,quem sabe...

domingo, 27 de março de 2016

quarta-feira, 23 de março de 2016

Elogios para a vida,ou será que estavam a gozar comigo?




A propósito do que por vezes escrevo,sinto e falo.também tenho pequenas histórias que agora só lembro pela surpresa que na altura,e mesmo hoje,me fazem refletir sobre o meu mundo,que inserido num outro que é feito de isso mesmo,de reflexões,e de incidências que acabam por nos definir e caracterizar enquanto seres humanos,ora cultos no adquirir do conhecimento,no qual não sou de certo o exemplo capaz,mas muito mais por aquilo que se esconde dentro de nós,e que no atrevimento livre das nossas emoções,até podem marcar uma diferença comunicativa que brilhe aos olhos de quem não despreza os leigos da vida,e tudo por lhe captarem vertentes emocionais perdidas em sonhos mal concretizados,mas inatos e distintos,ainda que a vaguear pelo mundo.
Ou então,é do lá de cá,que um embrulho de convencimento nos trai,quiçá para um ridículo aceitável,por fazer parte das contradições desse tal mundo,onde o enxergar do contraditório do brilho,também solta uma luz ainda que perdida no tempo,como que à deriva na procura de uma autoestima que se processa vigorosa,mas sem o sustento valorativo que convença o círculo de uma vida sempre sedenta pela novidade continuada da sua existência.

Mas vamos aos factos,o senhor Monteiro,conheci-o circunstancialmente nas lides da bola,homem mais habituado a pisar museus,a relacionar-se com seres que por amantes do silêncio,criaram brisas sonorizadas com letras e pensamentos,e que achados em tudo o que os rodeia,não deixam escapar momentos nem pessoas que os toquem,e que por tanto se cruzarem com ele,lhe confidenciavam o reflexo desse dom,traduzido em opiniões tão espontâneas quanto credibilizadas por si mesmo.
Em um tempo,onde alguém se terá lembrado e ensaiado no atrevimento de me colocar como cronista do Jornal a "Voz da Figueira",terá experimentado ecos que não eram de todo entristecidos,nem desvalorizados na opção,mas confesso,ganharam outra enfase,quando o bom do senhor Monteiro,me terá revelado que o distinto escritor e pintor figueirense Augusto Menano,fez alusão a uma crónica minha,como algo que gostou de ler,e a diferenciou na frontalidade das palavras,e profundidade de pensamentos.
Se ele gostou,eu ainda gostei mais,e dito por quem foi...
Só que vindo a revelação através do senhor Monteiro,ainda que sendo sério como é,mas boa pessoa como lhe reconheço,a modos que fiquei desconfiado que para me incentivar e ver feliz,terá moldado a história a meu favor,e se assim foi,pois que seja,prefiro ficar na dúvida,porque não há nada melhor para passar o tempo,do que um pouco de ilusão enganadora...

Mas antes,muito antes,também tentei escrever algo de útil para o Jornal "Linha do Oeste",sinceramente,já nem me lembro dos temas que fundamentaram os conteúdos,mas tenho ideia que só podiam versar resultados deparados na experiência da constatação apaixonada pela nossa terra,pela terra de quem a ama do fundo do coração,e não a troca por nada deste mundo.
Um dia alguém me disse,que o diretor responsável pelo Jornal queria falar comigo,o tempo passou, e garanto que esse alguém era o Dr.António Tavares,que ao tempo não conhecia,e hoje se revela no domínio da escrita,com atributos reconhecidos por seres sabedores,capazes de não se enganarem nas suas escolhas,e com isso catapultarem alguém que afinal de contas já trilhava um destino que era justificado e merecido.
Lembro-me como se fosse ontem,entrei galgando umas pequenas escadas num ale de entrada,e cortei logo na primeira sala à direita,onde o Dr.António Tavares me esperava calmo,sereno e observador da minha postura de momento.
De seguida,disse-me prontamente,sabe,estou a gostar do que escreve,e como escreve,e até acredito que me tenha escondido a luta de virgulas que alguém travava para me ajudar a ilustrar os meus pensamentos e emoções,mas como ele o referiu,encontrava nos contextos e apreciações motivos para se sentir satisfeito com a minha colaboração com aquele jornal irreverente e interventivo.
Claro que agradeci,e hoje faço voar esta pequena história,para um presente em que mais valorizada fica a sua opinião,e feliz me deixa,por não ter sido qualquer a um ajudar a semear uma convicção que não sei se será verdade,mas também não vejo motivos para que não o tenha sido. 


Jorge Lemos,o tal,que no "atrevimento" me deu oportunidade de ser feliz,escrevendo para a Voz da Figueira,de quem tenho um diploma do seu centenário,guardado religiosamente,pela honra de ter colaborado também com um órgão de comunicação social que me orgulha como Figueirense.
O Jorge,todos conhecem,porque é transparente,é amigo,é um ser humano de eleição,daqueles mesmo que vão escasseando para a reposição de valores que este mundo tanto precisa.
Sentia que eu era inteligente(dizia ele...),segundo uma conversa que consegui escutar,acreditou na minha sensibilidade inata para escrever sentindo,mas quanto ao resto,que era aquela coisa das vírgulas e dos pontos finais,ele ocultava,por que na redação também lá tinha muito boa gente para me ajudar a não fazer má figura.
Este,tenho a certeza certificava na sua consciência os motivos porque me colocou na sua equipa,e mesmo que tendo um coração enorme,não me mentiria,porque era,e é rigoroso e competente numa área onde pessoas como ele,calculo tenham dias muito atarefados,e sobretudo tensos a dizer chega.


O Pedro Cruz,jovem talentoso na área da fotografia,fui dar com ele em uma viagem de uma época para a Cova-Gala,enfim,saltando para a margem sul,continuava os meu sonho de bola debaixo dos braços,por lá o encontrei,e o comecei a admirar na forma como deixava rastos personalizados na captação da vida,enquanto caçador de momentos que pacientemente procurava em cantos insuspeitos a realidade minuciosa da descoberta.
Um dia,comecei a escrever focado nas suas fotos,e ele,disparou em jeito de advertência,que melhor mesmo era passar a assinar o que escrevia na net,pois ele achava que também eu ás vezes o surpreendia com as descrições,e mais,que ia muitas vezes ao encontro do que sentia antes de mim.
Será que o Pedro estava no gozo comigo?
Sei lá,ele é um bocado reinadio,e sabe esconder o rosto nesses atrevimentos,mas,quem sabe até não...


O senhor Aprígio,homem tão discutido na atualidade,por razões que me fazem sofrer por uma paixão clubística,diga-se em abono da verdade,que foi das pessoas que mais me respeitou na vida,e que na matéria que hoje aqui faço referencia,me convenceu mesmo,que "...as minhas palavras tinham algo de mais do que aquilo que mostravam aparentemente...",e isto definido por ele.
Lembro-me de muitas vezes ele se entusiasmar com o meu discursar,ora numa assembleia geral,ora num aniversário do clube,e até pedindo silêncio quando eu falava em conversa de amigos.
Pronto,ele nunca me disse nada sob este pressuposto talento,mas sempre sorria do que eu dizia,em semblantes puros,e que não enganavam para uma interpretação que tinha tudo menos a essência da chacota.
Lá que ele o sabia fazer com chicos espertos,lá isso é verdade,sendo mesmo nessa vertente um "verdadeiro artista",mas em relação ao meu bailar de letras e frases,a história era outra,e tinha a ver com a sua larga experiência de vida,e apuro observativo de um gandarês astuto e inteligente.
Ou será que este gandarês também me deu a volta,e me escolheu e me pintava as faces com cores múltiplas e bem desenhadas?

Entre tantos outros exemplos que ilustrava por aqui,como evidências de algo que ainda hoje não tenho de todo a certeza,finalizo com o desabafo sorridente do Dr.Ataíde,que numa festa organizada no Mercado da Figueira,se intrometeu numa conversa sobre o meu Blog,e com o Dr.Maurício,seu assessor,onde concretizou atributos que aflorávamos,rematando convicto com a seguinte conclusão:

Ó senhor Custódio,você é um verdadeiro Filósofo...

Esta deixou-me mesmo a pensar,..
Será que sou mesmo só isso?
Pronto,
sendo assim,
nem tudo é mau,
e por isso acho que acabei de fazer jus com um texto muito interessante sob esse ponto de vista...

E vocês,o que é que acham...

terça-feira, 22 de março de 2016

Quanto te entendo Mestre Quinito...










Quinito emociona a plateia Depois do #ReporTv sobre uma das figuras mais marcantes do futebol português, o mundo da bola continua a lembrar Quinito. Desta vez, com direito a discurso do mágico Quinas, no Fórum do Treinador de Futebol/Futsal, que decorre em Setúbal. Entre amigos da bola, Quinito emocionou a plateia depois de falar abertamente sobre os motivos pelos quais se afastou do mundo do futebol.
Publicado por ReporTv em Terça-feira, 22 de Março de 2016


Nem sei o que diga,mas sinto o que ouvi,nem sei o que faça,se escreva ou fique calado,e nem vou alongar-me na vontade,para não ofuscar minimamente o brilho das palavras deste Grande Senhor do Futebol.
Perder um filho,é um drama que nunca mais se apaga,não o acompanhar nos passos de vida quando ele de certo precisou,é muito mais que triste,e por isso não tem definição classificativa que aconchegue o desapontamento pessoal,e ainda que admire a persistência no querer virar o atual resultado de 0-50,tenho a certeza,ora se tenho,que já não o vai virar a seu favor.

Mas se agora estivesse perto do Quinito,dir-lhe-ia baixinho,até pela pertinente observação na dimensão dos afetos que estão à sua volta.
E aqueles que dos quais não eras pai,e os tratavas como tal,e os acompanhavas nos sonhos que ainda assim não ajudas-te "a desenhar" também no teu rebento,sim,é verdade Mister,não compensou de todo,mas tenho uma enorme fé,que o teu filho onde quer que esteja, estará com uma vontade enorme de se aproximar de ti,pelo orgulho mais que visível de que um descuido impulsionado pelo amor(ao futebol),não pode deixar de ter um cintilante perdão,quando por fim dás esta lição de coragem e humildade,e mais do que isso,como um distinto "profeta" que sempre foste,fortaleces os segredos dos Grandes Mestres,para quem o desígnio de vida vale sempre a pena,mesmo que erros se cometam,que nada têm a ver com a falta de carinho para com aqueles vivem mais próximos de nós.
O ser que é,está aqui à vista de todos,e não acredito que apesar do défice de tempo dispensado ao Quinito Júnior,não se refletisse no pouco tempo que passou com ele,por isso,o erro pode ter sido grande,mas não tanto que lhe escapasse enquanto missão de quem tanto se perdeu.mas também fez ganhar muito para a vida de quem em si acreditou.
Por mim,fico feliz com a sua mensagem,porque há bem pouco tempo um amigo meu me pediu um conselho,e eu disse-lhe que ele tinha dois filhos e uma esposa maravilhosos,e que por isso pensasse bem,se tinha condições na paixão que tem pelo futebol,para equilibrar o que era capaz de dar neste momento às duas realidades,e advertiu-o,que logo que não se perdesse,que pontapeasse a bola para a frente,mas que se fosse só sob a batuta do coração,o melhor mesmo,era fazer "contenção de bola",e "atacasse" quando os níveis emocionais estivessem ela por ela.
Desculpe Mister Quinito,acho que me alonguei para além do prometido,enquanto reflexo claríssimo de que quando se ama,os limites perdem-se,mas o seu perdão vai ser certo,e o seu sorriso não faltaria para com quem ainda que dizia não saber o que dizer,nem escrever, "voou" por caminhos outrora navegados,que nos deu uma família que jamais se esquecerá.
Força Mister,se não virar o 0-50.pois que reduza o mais possível,para que o Futebol volte a ser entendido na sua essência,e não aproveitado por quem tropeça num mundo tão redondo,que se embrulha numa perfeição sem histórias para contar.

Custcruz

domingo, 20 de março de 2016

Notícias da minha terra,com o Mercado,o Jumbo e o Casino da Figueira...


A coincidir com mais um aniversário do Jornal as Beiras,e depois de um interregno algo estranho por parte da imprensa local na atenção para com um espaço tão distinto e apreciado por tantos,aliás bem traduzido nas visitas anuais de milhares de Portugueses e Estrangeiros que afluem a esta autentica "Sala de Visitas"da Figueira da Foz,eis que este órgão de comunicação de enorme referencia distrital,e tendo valorizado um eco de preocupação dos concessionários deste Mercado,fez-se representar em trabalho,por Claudia Trindade,que assim deu a conhecer as razões que "endoidecem" pessoas que em tempos de tantas dificuldades continuam e de há uns anos para cá,a ser mais do que atacados,numa tradução de discriminação  social impressionante.
Foi com agrado que,há bem pouco tempo,e numa atitude meritória por parte da Câmara Municipal,se soube do auxílio que esta protagonizou perante uma comunidade cigana,que vivia em situação complicada,oferecendo-lhes casas e empregos,mas ao invés,tudo se conjuga,e face ao tipo de gestão,na forma e no modo,para com os muitos concessionários do espaço Mercado da Figueira,que em escasso tempo poderão (alguns destes...) cair nas ruas da amargura,por lhes "roubarem" a única enxada que  têm ao seu dispor para irem sobrevivendo.


Como diz nesta reportagem,Rosa Santos,era de todo pertinente que a Câmara da Figueira,face há proposta da concretização de um novo regulamento,e isto apenas passados dois anos de já o ter feito,sem que nada aparentemente justifique tal atitude,pudesse corporizar a obrigação moral de no minimo fazer uma reunião com os concessionários,e esclarecer o que agora está  criar tumultos entre estes.
Sem dúvida,que como diz Mário Boieiro,concessionário de um Bar no interior do espaço,que não lhe parece lógico,nem justo de que depois de ter investido 40 mil euros no seu Módulo,seja agora confrontado com um regulamento que nem sequer lhe dá tempo para recuperar o investimento.
Já Custódio Cruz,que sou eu,e até parece que por força da minha desorientação mental "habitual",no tão pouco que deu a conhecer,pergunta "...como é(!)se vai a Hasta Pública...",deduzindo-se ainda assim,e por alguma dificuldade de expressão que me é reconhecida desde há muito,que devo estar preocupado com "a falta de graveto" para depois "licitar" aquilo que me pertence há mais de 30 anos.
Quanto à Flávia peixeira,22 mil euros de investimento na sua banca nos últimos tempos,carregam ainda mais na afronta que a faz estar muito apreensiva,ainda que também,e bem "ao jeito do pai natal",esteja optimista no sentido de solidariedade do executivo camarário.
Já o Vital,e a Maria Leopoldina,dois dos concessionários mais antigos do Mercado,estão preocupados e temem pelo futuro,com certeza e digo eu,pelos direito adquiridos em favor dos seus filhos.


Contactado o Dr.Carlos Monteiro,vereador do Pelouro dos Mercados da Figueira da Foz,e menos das Feiras(digo eu,só para desdramatizar...),esclareceu que,se trata apenas do cumprimento legal que saiu em 2015,e proíbe a renovação automática,ficando eu mesmo assim em dúvida,se ele estava a falar das Feiras,ou dos Mercados,e mais adiantou,que atendendo a esta situação,se tentou equilibrar, iniciando a contagem dos prazos a partir da data da publicação deste novo regulamento.
Mais confuso fiquei,porque não sei o que o Senhor Dr.quer dizer "...com o que é que se equilibrou...",embora eu já saiba que o artigo 38 tem 10 e 20...e não 7 e 14,o que é pouco para os dez...e muito menos percebo a quem se está referir,quando afirma que foram salvaguardados o mais possível,os FUNCIONÁRIOS(!!!) que estão no Mercado(!!!).


Na Figueira da Foz,hoje em dia,e até um pouco por todo o País (infelizmente...) é muito fácil tirar uma foto a um espaço comercial ou artéria com comércio,assim despida como esta no JUMBO da Figueira da Foz,ou ainda no Casino da Figueira,que numa interessante inciativa com "grumetes",acabou às moscas,e com os figurantes à porta há espera que alguém entrasse,e desse razão,a perspetivas comerciais comparáveis com Mercados onde por perto lhe passam ribeiras,bem mais carregadas num caudal populacional que nada tem a ver com o do Rio Mondego,enfim...







Mercado Engenheiro Silva,sempre e para sempre!

sábado, 19 de março de 2016

O Dia dos Pais...



Aos que o foram,e nunca o deixam de ser,aos que o são agora,e honram histórias,sentimentos e ensinamentos.
Os Pais até podem ser a face mais firme dos sorrisos,o elo mais contido nas expressões,mas nunca esquecem a hora nem o tempo certo,de abraçar as expectativas que um dia foram sonhos,e depois se tornaram realidade...

Custcruz

sexta-feira, 18 de março de 2016

Emoções à flor da pele...




Só as liberta quem as persegue,
só as sente quem as desafia,
por entre melodias arrepiantes,
se revela o segredo de uma só razão,
que não a tem quem a quer,
mas quem a encontra dentro de si próprio...

Custcruz

quinta-feira, 17 de março de 2016

Eu amo o Mercado Eng.Silva,e você ama Figueira...



Ninguém me vergará.
pela convicção na liberdade,
caído, amarrado, tombado,
mas livre no exemplo da própria vontade...
Sempre irei dizer não,
a quem me quer impor o sim,
semeando a discussão entre quem me quer ver assim,
iluminando a escuridão entre os ecos do silêncio,
resistindo na memória,
por quem a luz não abandona nos desígnios da vida...
Viver também é resistir,
sonhar também é caminhar,
lutar é não desistir,
existir é fazer acreditar...
Custcruz

terça-feira, 15 de março de 2016

E a morte bateu à porta,entrou...e levou o Grande Nicolau...


Não haverá escuridão que esconda o seu talento,
continuarão as luzes da ribalta a iluminar a sua diferença,
todos partimos para uma viagem sem regresso,
mas só alguns por cá ficam.
sem que se vejam,
mas se sintam...
Custcruz

segunda-feira, 14 de março de 2016

Um Naval / Vitória de Setúbal(Juniores),e as faces distintas de um 2-3...

Fotos do jogo de Ana Maria Pinto da Costa(Naval 1ª de Maio)

Mais um Sábado,e como o meu patrão ainda sou eu,lá roubei provavelmente mais uma hora ao meu sustento,que traduzido em alguma oportunidade de negócio,quem sabe desse um pouco também de mais volume à carteira,e isto em tempos tão difíceis,como os que se vivem para quem não tem piscina,quiçá..."por não mergulhar em euros".
Mas o vício foi maior,e a sequência que o motivou,foi boa demais para de ânimo leve dizer não,
Em Juniores,a Naval 1ºde Maio/ Vitória de Setúbal,era para mim um tira teimas de avaliação,já que depois de ver os jovens Figueirenses vencer concludentemente,e depois os ver perder também entre arrepios emocionais,nada melhor do que perante um primeiro classificado invicto,e de nome reafirmado no panorama do futebol luso,para concluir aquilo a que só já faltava a certificação diferencial das posturas motivacionais,como garante de que tudo o que de bonito esta equipa já fez nesta época 2015/2016,e o que pode ainda mais acrescentar em histórias inesquecíveis,quer sob o ponto de vista coletivo,quer individual.


Começar um jogo retraído,nunca foi só sinónimo de medos fundamentados em inseguranças,e ao invés,e isso sim,se o é normal para quem defronta uma equipa de topo,e se nunca se perder nas suas posturas emocionais,logo se perceberá o quanto se está ou não apto para discutir o jogo pelo jogo.
O desafio em começar como uma base que uni-se os seus setores,e que se revelou "o calcanhar de aquiles" na última partida com o Estoril,era fundamental,e a partir daí,o saber controlar instintos para construir as suas ambições,era "a pedra de toque" para elaborar equilíbrios de ambição que os levasse aos seus almejados sonhos neste jogo,mas falando em desafios,ele não o é menor entre a serenidade que é precisa para desenhar a qualidade de jogo,mas tendo sempre presente o risco das demoras por excessos de confiança.enfim...assim como "quem é preso" por não ter a bola,ou também o é porque a perdeu na lentidão dos passes expeditos,e vai daí, os verde e brancos fizeram a primeira oferta da partida para os da cidade do sado,que numa "intercepção oferecida" se adiantarem no marcador.


Ainda assim,os Navalistas souberam e á medida que o relógio pautava as suas incidências,fazer orgulhar quem gosta do clube,e viu o quanto aqueles rapazes tudo fizeram ao longo de todo jogo,para vencer um adversário que se não conseguiu mostrar na sua plenitude os argumentos que o distinguem na dianteira,não foi só por estratégia,mas muito porque os meninos da "Velha Senhora",se impuseram numa atitude de perfeitos campeões,e os empurraram na defesa da sua própria baliza. 
Mas eu quero lá saber se eles perderam,quer dizer...querer quero,mas o que não vou é esquecer o prazer de erguer o meu ego enquanto Navalista,perante os adeptos sadinos que pensavam que vinham para o facilitismo de mais uma,e andaram sempre em sobressaltos para acabarem por a conseguirem,sabendo ler e escrever muito pouco desta feita,e não fosse a "estrelinha da sorte",nem mesmo a sua matreirice e anti-jogo,lhes valeria para cimentarem o seu trajeto invencível.
O Carlos,continuou na defesa da sua baliza a revelar uma intranquilidade de emoções que lhe retira os méritos dos seus atributos inegáveis,e com isso,depois do primeiro lapso setorial,foi ele a protagonizar uma oferta incrível para o 0-2 sadino,e aqui,e apesar das boas vontades,passou a pairar a imagem de um descalabro mais consentido do que conquistado,fazendo poucos acreditar numa reviravolta,perante este encorpado Vitória ,mas muito tosco nos virtuosismos técnicos.


Posso continuar a ser estranho nas minhas apreciações,mas desta feita gostei mesmo muito da defesa da Naval,onde o Wilson foi igual a si mesmo,soberbo na colocação,perfeito nas dobras,empolgante no jogo aéreo,acompanhado primorosamente de perto por Ivan,que para mim jogou para "uma casa de família",onde com rigor na marcação,imposição de presença física,e enorme espírito de entrega,foi para mim uma grande revelação,que poderá ter faltado em outras ocasiões.
Bernardo, na direita, e Gonçalo, na esquerda,estiveram a um nível muito superior em relação aos dois últimos jogos,com uma fogosidade na construção de jogo,que muito impulsionou as investidas nos flancos,e determinaram ameaças bem objetivas para o ultimo reduto contrário,revelando também um bom equilíbrio nas operações coletivas,recuperando no terreno em passos bem medidos,e com o timing perfeito, executaram desarmes brilhantes e providenciais.
Gostei,sinceramente,gostei...
Com estes acertos,e volto a referir,sustentados com uma grande atitude da equipa,foi voltar a ver Matos e Gil,ao seu melhor nível,deixando-me também Nuno André,boas indicações de índole técnica,parecendo-me no entanto com um ritmo irregular a quando do seu posicionamento mais atrasado,mostrando-se depois mais expedito na frente,por desequilibrador quer na distribuição para o último terço,quer nas investidas personalizadas por si próprio.


A Naval não se assustou,e subiu no terreno,Sandro Moço,tem oportunidade para reduzir o marcador,mas não é lesto na concretização,e sinceramente,ou muito me engano,mas este rapazola,transporta consigo "silêncios psicológicos" que o inibem de mostrar o tanto que brilha à vista desarmada,e enquanto não os deslindarem e selecionarem,vamos ter um Sandro Moço,a fazer o protagonismo do oito ao oitenta,onde quando se esquece de pressões parte tudo e mais alguma coisa,e quando se deixa apanhar por enredos emocionais, se inibe em demasia.Depois meu caro Capitão,quem lidera,não deve estar calado,e sem ser fala barato,pode no entanto ser incentivador da dinâmica coletiva,já quanto ao JP,e ao Mika,terão com certeza ficado exaustos pela sua entrega,bem reveladas nas câimbras que os afetaram,mas quanto à qualidade de jogo,e desta feita,tiveram dificuldades com os matulões adversários,e não se libertaram em talentos como de costume.
Sem que antes o enorme Ivan,tivesse numa intercepção espetacular desarmado um setubalense mesmo no momento do remate para um mais que possível golo,eram os verdes figueirenses que de seguida desciam pelo flanco esquerdo,e conquistavam um livre perigoso para a baliza de Diogo,aprontando-se para a marcação,aparecia Wilson a saltitar ao bom saltitar,com recuos decididos,e aquelas mocas assustadoras,faziam tremer cá fora os papás dos calmeirões sadinos,e qual não é o espanto,quando Matos puxa a culatra atrás,e ali bem pertinho do esférico,a corta com o peso,conta e medida,para marcar um golo de levantar qualquer estádio do Mundo,sem que também se esqueça o acerto no estudo,com que outros colegas abriram brechas na barreira contrária.
Chega ao intervalo,e o 1-2 voltava a fazer sonhar quem muito mais merecia do que aquilo que até ali tinha conquistado.

Os comandados de Marinho Serpa,entram na segunda parte a tomar conta das operações,motivados e confiantes nos seus valores,cada vez mais ameaçando com a possibilidade do empate,o que num rasco bem assistido para Sandro Moço,e com o sentido objetivo que este almejou.acabou por ser travado em falta,e conquistando uma grande penalidade,que Gonçalo que tanto fez por merecer como corolário do seu bom jogo,concretizou sem apelo nem agravo.
2-2,estava feita alguma justiça,mas ainda reservei na minha esperança,que num qualquer rasgo coletivo ou individual,a vitória ainda pudesse ser alcançada por quem mais fez por ela,e que interessante seria se o protagonista fosse por exemplo o juvenil Ary,como expressão de futuro já que como juvenil se apresentou para ajudar num futuro competitivo que lhe pode ser muito gratificante.
Isso é que era,mesmo que fosse eu a sonhar alto.
Mas o pior estava mesmo para acontecer,e numa ironia infortunada,e com um pontapé para cima da área navalista,o esférico fez uma "dança de ressaltos imprevistos",e escolheu o Ivan para uma culpa que nunca a pode ter,de um autogolo sarcástico e exímio na definição de uma injustiça traduzida no mesmo 2-3 de há duas semanas,mas que nem pouco mais ou menos se assemelha à face dessa história.


O Vitória de Setúbal,venceu desta forma tão injusta,mas o Estoril perdeu com o Marítimo nesta jornada.e assim a Naval,ainda pode sonhar em coroar esta época com a glória que tem feito por fazer merecer,e acredito acabará por concretizar.
Força Marinho Serpa,força rapazes,quem tem mostrado tanto,nunca pode desistir de conseguir dar o "Abraço" mais desejado àquilo que merece claramente.


Há.
fui ao meu museu,
e encontrei lá este cascol de alguns anos atrás...
É lindo não é?
Custcruz

domingo, 13 de março de 2016

Dr.Ataíde,uma Figura...que no descuido,poderá não passar de "um figurão"...


Lindo domingo de sol,mas mais do que isso,uma boa oportunidade para tentar acalmar iras que cada vez mais vão crescendo no meu íntimo,e não me venham dizer que o mal é meu,porque não é,pois se o fosse,fui suficientemente ensinado para ser humilde,e com essa atitude sempre por perto,saber de certo somar nos prós e nos contras,o reconhecimento capaz para uma mudança ajustada ao bem de todos,e do meu próprio estado de espírito.
Neste belo dia de inverno,aconcheguei-me solitariamente num repouso da Esplanada Silva Guimarães,fitei o Mercado Provisório,e logo me saltou para a mente os tempos que por lá passei,de repente,lembrei-me das críticas que hoje são mencionadas na continuação daquele espaço enquanto obstrução do horizonte,e se não invalida nem deslustra para intenção com que serviu,é verdade que a decisão de o retirarem agora,é mais que válida,e pertinente na defesa das belezas que nenhum empresário pode materializar na cobiça de as levar de cá,e eventualmente armazená-las no seu quintal económico.
Meu Deus,obrigado pela tal mente que me concedeste,pois cada vez mais sinto o quanto esta não me trai,e ainda que do coração já não possa dizer o mesmo,sempre lhe encontro o perdão para com o que ainda assim equilibra a minha consciência,e me faz viver na paz por não prejudicar quem quer que seja
Tudo isto,porque aqueles raios de sol que banhavam o Castelo Eng.Silva,se refletiram em mim com a memória do nome,e em brilhos de preságios populares,que se mantêm vivos por dizerem o que dizem,e não morrerem pelo que escondem. 
Eng.Silva,o patrono histórico do Edifício das minhas preocupações,e já desesperos,é mais que certo que também ele e os seus,terão tantas vezes vivido a saga do quanto "...quando uma esmola é grande,o pobre desconfia...",e assim,ainda que acauteladas razões históricas e jurídicas,que poderiam ser suficientes para contrariar o fatalismo das teorias dos entendimentos,talvez não imaginassem o quanto "a cientificação" das letras evoluísse para autênticos "erros"  de cariz humanitário,afinal de contas enquanto o cerne que tanto gere o mundo em que hoje vivemos.
Sim,é verdade,tirem dali aquele pavilhão de boas memórias para muita gente,que não um mamarracho,mas não tirem mais nada a quem não o merece,e não pode viver sem o que conquistou honestamente,não se arvorem em grandes interpretadores das leis,descuidando-se "em pormenores" que servem tudo menos a defesa do verdadeiro interesse público.

Mercado Eng.Silva da Figueira da Foz

Sempre e para sempre...

sábado, 12 de março de 2016

Alma perdida...


Vagueando perdida entre silêncios apetecidos,
redopia a alma por um trilho sem retorno,
cansada e entre brisas de um só destino,
afaga-se a dor e liberta-se uma ilusão sem brilhos...  

Num cintilar de emoções lacrimejantes,
soltam-se certezas resignadas no além,
entre apelos aflitos de vozes perdidas,
impulsiona-se uma paz espalhada entre tanto e tão pouco,
mas que nada completa no que lhe falta...

Voando em direção ao infinito,
enrola-se desamparada em memórias esquecidas,
longe do chilrear da vida,
embala e dilui-se no sopro das sombras dispersas...


Custcruz

quarta-feira, 9 de março de 2016

Mercado da Figueira à beira do fim,ou o princípio do desespero...



Depois de se saber,de mais uma proposta para um novo regulamento para os Mercados do Município da Figueira da Foz,e ao mesmo tempo observar comportamentos em volta da sua afixação,em uma das portas do Mercado Engenheiro Silva,não será de todo descabido mencionar a total desorientação que tomou conta da esmagadora maioria dos concessionários,e principalmente porque os seus aprumos intelectuais,não se revelam tão consistentemente atentos,e minuciosos no conhecimento das matérias elaboradas,e onde para além do que possam captar por prática de vida,não deixar de existir um desconhecimento do direito legislado,que no seu conteúdo efetivo ou falta dele na proposta apresentada,até os pode prejudicar nos seus interesses profissionais.

Verdade seja dita,que as suas culpas estão bem presentes num passado recente,em que tendo uma Associação no próprio espaço,que assim se revelava capaz no entendimento dos seus anseios e preocupações,e assim também podia agora agir em suas defesas,tenham num consenso absurdo e sobretudo muito estranho,determinado a sua extinção,para neste momento se colocarem num "deus me acuda",onde nada nem ninguém lhes parece valer.
Por pertinente,também não deixará de se observar,que quem promove estes sucessivos e desgastantes exercícios de alterações de "REGULAMENTOS"em tão curtos espaços de tempo,e que pressupostamente está a cumprir o consignado na lei,exiba uma frieza chocantemente pragmática e descomprometida,na falta de clarificação e sensibilidade em propostas colocadas há consideração,mas aparentemente a titulo definitivo,e que por serem apresentadas com o tal cariz duvidoso,não manifesta o acautelamento de quem por ali já exerce atividades ao longo de muitos anos,e que sob a tutela da mesma entidade,sempre aceitou numa correspondência certificada com provas administrativas e oculares,aquilo que agora não podem,nem devem ser tratadas de ânimo leve,e muito menos com a ligeireza do empenhamento que se vai revelando nesta ocasião,e por se incorrer no risco do não cumprimento do sentido de justiça adaptado ás circunstancias,quer sob o ponto de vista humano,e "quiçá" até legal,embora que sob esta matéria,e no que diz respeito a outros concessionários,nem é preciso esclarecimentos nenhuns,pois esses direitos são efetivos, e podem ser aplicados por quem de direito.
Enquanto se coloca a "malta" a discutir os crachás com nome próprio e idênticos aos de "supermercado",num espaço que se quer com uma imagem valorizada na história e tradição de tudo o que lhe acrescente as respetivas e mais refinadas emoções,ou ainda se imagina as consultas mensais de uma listagem de presença de concessionários e colaboradores,correspondente ao dia anterior,e relativo a um controlo de assiduidade perfeitamente caricato,ou seja enquanto duas propostas normativas que se podem classificar de inadaptáveis e absurdas ao espírito de um Mercado Tradicional,onde até em tempos,o erro dos "carrinhos de compras abriu hostilidades desnecessárias perante o espírito que badala as intenções,mas que agora,serve de "distração,para que entretanto se misturem estes "alhos com bugalhos",e se tente esquecer o mais importante,não fazendo enfase ao essencial,tal como naquilo que são direitos adquiridos,e que em nada podem estar condicionados a "Regulamentos" que surjam posteriormente diferenciados dos atuais.
Curioso mesmo,é a proposta feita nesta regulamento para a atribuição temporal dos espaços de venda,e onde já se reduz 3 anos aos 10 previstos a módulos e bancas,que foram "contemplados" precisamente no atual regulamento em vigor,e concretizado em 2013,e com a qual postura se pode deduzir que se está a gerir este espaço com uma meta apontada a 10 nos,para aquilo que será o fim do Mercado Tradicional,e a gestão sob a alçada única do Município.
Quanto aos panfletos,que não se poderão com este regulamento distribuir num espaço semi-público como o Mercado da Figueira,serão muitos os espaços comerciais envolventes a perder,nomeadamente e por exemplo,o Casino da Figueira,e na pessoa do Dr.Domingos Silva,que assim deixará de ver as razões da sua administração publicitadas,e pior do que isso,será implementada uma atitude fascistizante para com o exercício de liberdade consignada no sistema democrático português,e que assim impedirá qualquer manifestação ao direito de liberdade de expressão.
Quanto à utilização de instalações sonoras autónomas dentro do Mercado,esta só para rir,uma vez que com a que se tem agora com tanta qualidade de som e escolhas de estações de rádio,não tem qualquer sentido haver qualquer tipo também de receios,é que esses já foram sol de outras lutas,e agora há que criar novos horizontes sonoros na procura de uma verdade travestida em "touradas mal amanhadas".

segunda-feira, 7 de março de 2016

Noticias EXTRA !E como não há duas sem três,Câmara da Figueira volta a modificar o Regulamento dos Mercados...

A Câmara da Figueira vai de novo e no espaço de apenas dois anos,
modificar o Regulamento dos Mercados....
Estranho?
Talvez não,
e porque o haveria de ser?
Quer dizer,
segundo a justificação,
dizem que se impõe não só ajustar o seu clausulado por força da experiência acumulada e resultante dessa vigência,como adaptá-lo a uma nova realidade normativa do novo "Regime Jurídico de Acesso e Exercício de Atividades e Comércio,Serviço e Restauração",
ou seja o (RJAEACSR)...
Enfim,
se calhar até pode ser bom para regulamentar melhor o futuro...
Em 2013,
este regulamento foi tão bem pensado,
e tem tido uma prática tão beneficiadora do futuro do espaço,
que até é uma pena estarem o mudar o que quer que seja...
Mas enfim,
vamos esperar para ver,
e logo que no verão não fechem o Mercado para beber "o café da tarde",
já não é nada mau...
Há,
é verdade,
como a Associação do Mercado Municipal Eng.Silva já era,
foi dado o direito à A.C.I.F. para palpitar,
salvo seja,
sobre o futuro do espaço...
E assim,
é preciso é calma...
Mercado Engenheiro Silva da Figueira da Foz,
Sempre,
Digo eu,
na ponta da unha...

domingo, 6 de março de 2016

Naval em Juniores perde...mas continua a sorrir para o futuro...


Sem carro,com aguaceiros,e em "um dia para esquecer",sobrava-me a vontade de voltar ao campo de treinos do Municipal Bento Pessoa,para ver se por lá encontrava de novo aquela equipa de Juniores que há 15 dias me espevitou os sentidos,e me ofereceu uma prestação competitiva que não deixava dúvidas quanto ao seu efetivo valor.
Ainda disse não várias vezes,mas depois não resisti à curiosidade de viver com a nova faceta que aqueles jovens enfrentam à medida que vão escalando metas,e que por serem mais elogiados,e se aproximarem de picos que só sorriem para os eleitos,mais responsabilidades ganham,e a mais desafios se expõem,onde ou a mente sabe controlar os seus instintos,ou se vê tolhida em ansiedades que lhes rouba a liberdade que motiva o talento,que por estar lá nunca se vai embora,mas se ausenta por negligência negativista.
E é por aqui que começo,a Naval perdeu por 3-2 com o Estoril,e humildemente (e há frente...)faço valer uma máxima que um dia me luziu no horizonte,e que de todo e em minha opinião,foi a principal razão deste desaire verde e branco,pois surgiu menos solta nas suas intenções,menos concretizadora nos seus sonhos,menos expedita no rigor,e por isso meus caros jovens,aceitem se quiserem que :

"...O Homem que não controla as suas emoções...não é seguramente melhor que o outro..." cnc


A abordagem dos Navalistas expôs-se condicionada por razões que passados 15 dias ofuscaram o seu real valor,,.e se o Estoril será melhor equipa que o Cova da Piedade,e até terá um nome mais solidificado na fama,não creio que em termos de proporção seja tão acentuada essa diferença em relação à Naval,e é que nem pouco mais ou menos,e creio mesmo,que a Naval irá se for igual a si própria.provar isso mesmo "nas ventas" dos canarinhos.
Por onde andava aquela clarividência e segurança tecno-táctica de uma equipa que sabe solidificar os seus setores em ações de espirito de equipa,e neste jogo deu espaços escandalosos na ligação entre o meio campo e a defesa,e afinal por onde se escondeu a destreza na circulação de bola de modo a servir com a propósito a linha da frente?
Na minha óptica,e se tivesse que ter pena de algo ou  alguém,o que não é o caso,seria do setor defensivo,onde Toca e Bernardo não terão estado no seu melhor,mas porque lhe apareciam mais adversários pela frente do que o previsto,e principalmente de Wilson,que foi um gigante em inconformismo e abnegação,e ainda de JP na frente,que com uma mobilidade feita de um enorme espírito guerreiro,lutou,barafustou,e tentou impulsionar os seus colegas na busca de um destino que fosse melhor para todos.
O certo é,que as falhas de marcação eram enormes por parte dos jovens navalistas,surgidas por uma abordagem em termos zonais,onde poucos se entendiam,e onde também Matos,Monteiro e Gil andavam desacertados,e alternando o bom com o mau.
Matos ainda lançou algum acerto na construção de jogo,mas este era inconsequente,porque nem as trocas de pontas entre Sandro Moço e Mika,trouxeram motivações na ligação entre setores,mostrando estes apenas rasgos da sua qualidade,mas como já se referiu atrás,perfeitamente inconsequentes.


Bem,mas "o mais interessante" estava para acontecer,com o Estoril no comando das operações,e mais perto do golo,e é aqui que vos posso tentar convencer da minha tese de insegurança emocional,e sem que Matos primeiro,na envolvência penso que num passe atrasado de Gonçalo,não deixá-se de ameaçar com um estoiro "a belo prazer" as redes canarinhas,é Mika que num cabeceamento certeiro, e abençoado no pentear de Wilson,coloca a Naval na dianteira,e lança agora uma nova curiosidade,ou seja,o de saber até que ponto este adiantamento no marcador podia ou não galvanizar,e estabilizar a confiança de quem só a exibia a espaços diminutos.
Os de amarelo foram indo por aí a baixo,explorando preferencialmente nos corredores,abriam as brechas costumeiras em zonas de meia distancia e ultimo terço,e claro,o buliçoso e muito talentoso Tiago Ferreira,completamente livre de marcação,estabeleceu o empate,ainda que Carlos,que neste jogo esteve a um nível naturalmente inconstante,não tivesse deixado de tentar evitar o golo com um esticanço ao seu geito.

Para a segunda parte, "os verde e brancos" até se mostraram mais intencionais e construtivos,mas mesmo assim,e porque o Estoril baixou as suas linhas,esperava-se melhor concretização de ideias,e nesse aspeto,nem Mika,nem Sandro Moço,se entendiam no meio da pressão exercida pelos adversários,e logo o futebol não tinha profundidade,nem objetividade.
Gonçalo,ainda atira um bom remate,mas ao lado da baliza de Saraiva,e é o Estoril que passado algum tempo se adianta no marcador,com António Ribeiro a aproveitar perdas no jogo aéreo,e as tais costumeiras faltas de marcação.
Marinho Serpa,tenta corrigir estas evidências modificando estruturalmente a zona de ligação defesa-ataque,fazendo entrar Landy,Flávio e Nuno André,que dão tudo o que têm para solidificar a equipa onde mais precisava,mas a perder,era mais difícil dar a volta,e pior ficou quando Hugo Barbosa sentenciou a partida com um 3-1,agora de meia distancia,e com um remate cá do meio da rua,que deixa pouca ou nenhuma margem de recuperação aos Figueirenses.
Seria no entanto o incansável JP,que quase logo de seguida,e num assomo de esperança reduziu para 2-3,numa cabeçada que poderia lançar o jogo nesta ponta final,mas que não haveria mais do que vir a confirmar-se em intenções tardias.


Para a história ficou a vitória dos alfacinhas cá pela beira do mondego,mas parece-me de todo pertinente,e até em termos formativos,que se enfrente e elabore a comunicação capaz de fazer entender a estes jovens,de que a vida continua,e os seus desafios também,e mais ainda,de que o controlo emocional é peça de fulcro para que a máquina humana não se atraiçoe a si própria,e assim também não deixe de perseguir os sonhos que estão perfeitamente ao alcance desta bem estruturada equipa comandada por Marinho Serpa,que não conheço,nem faço questão,mas me parece muito humilde e amigo dos seus atletas,e isso é um trunfo,penso eu de que, também para os seus mais ansiados objetivos. 


Vocês estiveram lá,e como vim a pé pelas abadias fora,aproveitei e à medida que me aproximava,para embalar com o ritmo que vocês marcavam com os cânticos motivadores,entrei no pelado com batidas de orgulho,admirei a postura com que ao intervalo desceram as escadas norte cantando em uníssono,e sorri convicto do quanto a Squadra é importante por ligações óbvias,para os jovens atletas Navalistas,pois que,foi notório nos festejos,a aceleração com que eles vos devolviam a parte do vosso mérito em cada golo concretizado.
Não,ainda não foi desta que eu tive a coragem de não vos mencionar,e dá-me cá impressão que nunca o vou fazer,porque sabem uma coisa?

Vocês "jogam muito" !
Custcruz