Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!” – escreveu o médico figueirense Ricardo Duarte...

"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!” – escreveu o médico figueirense Ricardo Duarte


Foi em finais de dezembro de 2015 que Ricardo Duarte, médico com especialidade em Anestesiologia, uma subespecialidade em Medicina Intensiva e a competência em Emergência Médica (a trabalhar no Funchal), deu a conhecer num post na rede social Facebook alguns dos problemas profissionais da classe que representa.

O texto tornou-se viral, sendo partilhado por imensos perfis e reproduzido em vários órgãos de comunicação social nacionais. Continua actual.
Ricardo Duarte nasceu em Setúbal mas foi na Figueira da Foz, desde tenra idade, que residiu, cidade onde ainda hoje habitam os seus pais e que regressa sempre que pode.

Numa entrevista à SIC Notícias Ricardo explica o desbafo.
Texto na íntegra:
"Estou desmotivado… mais! Estou revoltado!
Porquê? Tentando fugir a toda e qualquer subjetividade, vou-me restringir a factos (sem respeitar um acordo ortográfico que assassina a minha língua materna):
1. Tenho 38 anos, sou Médico há 15 anos. Possuo uma especialidade em Anestesiologia, uma subespecialidade em Medicina Intensiva e a competência em Emergência Médica. Gosto do que faço!
2. Recebo menos de metade de quando acabei a especialidade há 8 anos. É um facto. Para receber o meu ordenado base limpo tenho de acrescentar em média 100 horas extras por mês. Trabalho assim 65 horas por semana a uma média de 9 euros por hora. É um facto.
3. Este ano estive de serviço no dia de Natal, o ano passado fiz o 31 de Dezembro. É um facto. Nesse dia de Natal fui insultado pelo familiar de um doente que não concordou com o horário da visita do meu serviço. É um facto. Tenho um filho com 5 anos e não tenho dinheiro para pagar o infantário a um segundo que não tenho. É um facto.
4. Pertenço à minoria de Portugueses que paga impostos, e como sou considerado rico o meu filho paga mais na creche que muitos outros… pelo mesmo serviço, porque não come mais, nem come antes. É um facto.
5. Todos os dias tenho de tomar decisões clínicas que determinam a vida e a morte de pessoas ao meu cuidado. É um facto. Hemorragias aneurismáticas, como as do mediático caso do David, são apenas um exemplo das situações que eu e os meus colegas temos de tratar o melhor que sabemos e podemos. É um facto.
6. Mesmo sendo médico limito-me a comentar profissionalmente situações que são da minha área de diferenciação. A Medicina é tão vasta que se comentar situações ou acontecimentos de outras áreas sei que vai sair asneira. É um facto.
7. Vivo num País em que quem comenta o penalti e o fora de jogo acha que sabe o suficiente para ditar o certo e o errado naquilo que faço todos os dias. Em que aqueles técnicos de ideias gerais, a quem chamamos jornalistas, e os seus amigos comentadores profissionais, se sentem à vontade para “cagar lérias” sobre aquilo que desconhecem e não têm capacidade técnica para apreciar. É um facto. Por mais de 9 euros à hora… Julgo eu, porque nunca me mostraram o recibo de vencimento!
8. Trabalho num serviço de saúde onde tenho de improvisar a toda a hora porque o fármaco x e y “não há” (Ups… estamos proibidos de dizer que não há!). É um facto. Onde temos vários ventiladores de 30 mil euros avariados (um deles há mais de 1 ano!) porque “ninguém” pagou a manutenção. É um facto. Eu levo o meu carro à revisão todos os anos e pago. É um facto.
9. No dia em que o que me pagarem para ir trabalhar não for o suficiente para a despesa da gasolina e do estacionamento ( como concerta acontece com algumas equipas de prevenção específicas do SNS), não o farei. É um facto. Isso não retira qualquer valor ao juramento de Hipócrates, nem a Lei obriga (ainda!) ao trabalho escravo. É um facto.
10. Se eu estiver doente e precisar de assistência prestada pelos meus colegas no SNS tenho de pagar taxa moderadora, ao contrário de muitos outros… É um facto. E se andar de comboio, como não sou trabalhador da CP também pago. É um facto.
11. Eu e os meus colegas trabalhamos mais doentes que muitos doentes que são vistos no serviço de urgência. É um facto. Vivo numa região em que qualquer dor de dentes, grão no olho ou escaldão da praia vai para a urgência do hospital numa ambulância de emergência médica. Muitas vezes com a família no carro imediatamente atrás da ambulância. E sem pagar um tostão. É um facto.
12. No hospital em que trabalho existem mais de 100 camas de agudos ocupadas com as chamadas “altas problemáticas”. Situação que se arrasta há vários anos e legislaturas e cuja resolução (política) escapa aos mais dotados. É um facto.
13. Vivo numa região em que se gastam muitos milhões em fogo de artifício e marinas abandonadas, sem existir contudo dinheiro para um monitor e um ventilador de transporte para a sala de emergência de um hospital dito central e centro de trauma certificado. É um facto.
14. A descoberta das vacinas constitui um dos maiores avanços da Medicina do século XX e a implementação de um plano de vacinação global para a população é um marco histórico de qualquer civilização, contribuindo para a redução da mortalidade infantil e aumento da esperança de vida. É um facto. Vivo num país que já não consegue garantir uma cobertura vacinal completa e atempada às sua crianças. Um retrocesso de gerações… um sistema podre e decadente. Não vejo os noticiários abrirem com esta notícia. É um facto. O meu filho não fez a vacina da difteria, tétano e tosse convulsa aos 5 anos. Não há… Talvez para o ano. É um facto.
15. E por tudo isto estou revoltado… É um facto.
Funchal, penúltimo dia de 2015.
Ricardo Duarte. Cédula da Ordem dos Médicos 41436"

Foto: DR/Visão


A verdade de mãos dadas com a emoção,sempre,e há luz dos tempos em que vivemos,mais resultam exemplarmente em inegáveis provas do quanto o sistema político social está viciado em práticas onde a sensibilidade humana é arrastada por trilhos de uma vergonha,que só a tem quem a sofre na pele,ou por princípios se distancia dos animais políticos que se pavoneiam em corsos carnavalescos,se exibem em oratórias eloquentemente hipócritas,se corporizam em mitos onde a falsidade lhes limita a seriedade de um carisma que nunca lhes é reconhecido,ainda que até ao resto das suas vidas,sejam bem pagos pelas performances circenses a que se expõem.
Bom.e aí,já ouço os seus murmúrios nas costas de quem faz dessa verdade a certificação do que pensa,e que sorrindo em cinismos distanciados,se sente tão vencedor,que nem resiste em acabar em campas privadas e lustrosas,para um "soninho distinto" de todos os outros,para além de uma vida que até pensam que nunca acaba.
Que nunca também acabem "os Ricardos Duartes" do nosso contentamento,pois quem sabe um dia se abram mais as pestanas de quem por acreditar em milagres,não percebe que para haver contemplados,tem que haver prémios,na certeza porém,que esses não podem ser muitos,se não não o eram...
Custcruz

domingo, 28 de fevereiro de 2016

"Extra Noticia" :Hummm...não me parece mal,enfim...

Cobertura amovível para Coliseu Figueirense abre portas a novos eventos







A administração da Companhia do Coliseu Figueirense apresentou ontem à tarde o projecto de reconversão – cobertura móvel «Lanik» e ventilação da praça de touros (idênticas às construídas na arena de Évora), da autoria dos arquitectos Carlos Guedes de Amorim e Conceição Reis da Costa e que permitirá a realização de diversos eventos todo o ano.
A intervenção maior (cobertura e ventilação) encontra-se orçada em cerca de dois milhões de euros. Contudo, o projecto prevê ainda “a modernização ou construção de uma base de uma série de espaços de apoio, como sanitários, camarins, locais de venda e promoção dos espectáculos, zonas de convívio e de lazer destinadas ao público”, explicou Miguel Amaral.
Segundo adiantou o presidente do Coliseu Figueirense, “a intervenção, para além de dotar o edifício de outras valências, permitirá ainda assegurar a preservação de um edifício classificado e marco de uma era histórica da cidade, do concelho e da região”.
A proposta confere ao redondel figueirense “um potencial ainda maior para se apresentar como palco de excelência para realizações de eventos de índole turística, cultural e desportiva, sem esquecer o espectáculo tauromáquico”. Concertos, passagem de modelos, exposições, feiras, congressos são algumas das possibilidades a realizar.
Salienta ainda Miguel Amaral ser este “um espaço único na cidade com capacidade para colher cerca de 6.000 espectadores sobrepondo-se, assim, de forma substancial, à lotação actual do Centro de Artes e Espectáculos na sua maior sala com capacidade para 800 pessoas e do Casino Figueira, que não vai além das 400”.
Para que esta conversão possa sair do papel e passar à realidade, “não pode a Companhia do Coliseu Figueirense comportar com todo o referido esforço financeiro, não possuindo a necessária capacidade para dar resposta a um projecto desta natureza”.
Explica ainda Miguel Amaral que a Companhia do Coliseu Figueirense “não poderá deixar de ter como parceiro privilegiado a autarquia de forma a permitir a formalização de uma candidatura a fundos comunitários que permitam a angariação de verbas suficientes para colocar em prática a obra em causa”. Numa fase posterior, o presidente do Coliseu Figueirense espera ainda o apoio da autarquia na “promoção e dinamização no preenchimento da agenda de actividades a serem levadas ao referido espaço”.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

A luz e a arte,a alma e o sentimento...


A guitarra portuguesa não mente,
porque é embalada pela alma,
o fim nunca se apaga,
porque não se soltam intervalos sem dó...

Só quem a vive a entende,
e lhe toca os compassos de silêncio,
de um silêncio profundo e calmo,
que se aconchega no coração,
e se espalha em acordes de saudade...

Custcruz

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

O xadrez do medo,o Alto de Brenha...e o Edifício O Trabalho...


Medo,um sentimento que também se precipita pela ação do próprio homem,sobretudo daqueles que se estão a "borrifar"para o bem dos outros,os tais que por repetições bem sucedidas se libertam numa confiança de meios,onde jogando com artifícios hipócritas,conseguem arquitectar destinos onde "piões" se cabeceiam sem dó nem piedade,almejando finais felizes,e num salve-se quem puder,a que só os desorientados se expõem...
Em Brenha,as realidades de um País "assaltado",cria desesperos humanos que desequilibram o bem estar social,enfim,num jeito similar ao de muitos cantos desta Nação,que no que diz respeito à Figueira da Foz,não poderia diferir no seu estado geral.
Mas se uns roubam a paz social,comandados por instintos "encavalitados" em pressupostos desesperados de um só momento,já outros planeiam com "artistas" habilidosos em retórica oratória,na conquista de meios para atingir determinados fins,que são pertença de todos,e não daqueles que por isso mesmo colocam em alvoroço que não deviam.
Quero acreditar que,nenhum destes exemplos tão preocupantes e denunciados em reunião de Câmara da Figueira da Foz,tenha "torres" ocultas,de onde num timing apropriado se lançou mais uma jogada sob o protagonismo de "princepezinhos"que nada têm a ver com os virtuosismos do xadrez espontâneo,mas que ainda assim,servem "os Reis" da vergonha,na busca de um qualquer Xeque-mate carregado de imoralidades avassaladoras,que também podem criar outros medos e vítimas,tão iguais quanto aquelas que agora pediram auxílio à Edilidade Figueirense. 
Estou solidário para com estes cidadãos,que agora recorreram por verdadeiras inseguranças e injustiças de vida,nas quais o executivo camarário até pode ter papel determinante enquanto pressão na concretização de soluções a contento de todos,e se no caso do Edifício O Trabalho.o incentivo para que com uma exposição à câmara municipal,seja capaz de reduzir dificuldades criadas pelos monstros da incompetência,já será um primeiro passo,para que na tal concertação política proposta,e mais que exigível aos tempos que se vive,se possa mesmo criar uma "posição enérgica e musculada",mas com o prudente cuidado de com tão pertinente ação de quase cariz físico,não se possa fazer explodir em vez implodir o dito Edifício,para cima dos tais outros,que também têm que pelo menos sobreviver sejam 10 anos,ou o que o destino lhes reservar.
Quanto ao possível novo dono daquele espaço,que já em dado momento aqui alvitrei como possibilidade,quem sabe não esteja longe de uma realidade conjugada nas "dicas" que na altura mencionei,e assim,de certo ficarão todos satisfeitos com o meu humilde contributo,fundamentado na minha inegável capacidade dedutiva,enquanto futurologista das incertezas do nosso mundo,que parece tão grande,mas se afigura tão pequeno,em virtude dos "ecos sobrenaturais" de seres que tais como eu,comunicam carregados de "convicções infundamentadas",mas que mais tarde ou mais cedo,se certificam em evidencias arrebatadoramente acertadas e surpreendentes.
Quanto à demolição ou requalificação,creio tratar-se de pormenores estratégicos que dependem das contrapartidas que possam cair do céu,assim tipo o posicionamento do sol,ou as aragens refrescantes para com um novo alcance comercial,tipo uma tal horizontalidade que permita ver "um futuro à janela",que nos leve a acreditar num jogo de sorte ou de azar,sem que para isso se tenha de subir ou descer grandes escadas.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Naval 1º de Maio e Cova da Piedade,ou a verdadeira vitória da alma Navalista...

Fotos Ana Maria Pinto da Costa

Volto a referir,não vou,e nem quero regressar,mas será sempre o Futebol um aliado que me proporciona os intervalos que a mente precisa para relaxar das labutas de vida,que tanto nos trazem pressões onde às vezes nem tempo temos para olhar e desfrutar do passado,do presente e do futuro,e este,nem que seja de uma forma imaginada.
Fiel ao que sou,vos segredo que nunca desligo do sonho,e sou mesmo capaz de saltar para qualquer banco de suplentes sem ser convidado,de correr em qualquer ala de fantasia e cruzar para um estoiro que faça tremer as redes da paixão,de fazer descrever um passe na perfeição geométrica capaz de fazer sonorizar os bruás intensos e melodiosos da bancada,e porque não,precipitar um pique e invadir as quatro linhas como que festejando um golo e abraçando um mundo que já um dia também me pertenceu.
Afinal de contas,tudo isto e muito mais,sem sair do "um canto reservado por mim mesmo",para cá do tal palco dos sonhos,e num  jogo escolhido arbitrariamente,mas tão pertinente no contato quanto a minha vontade de perceber,o porquê dos ecos de brilho que soam sobre este time no mundo da bola irreverente.
Naval 1º Maio e Cova da Piedade,defrontavam-se a contar para uma «Fase Final» de Juniores,onde ao que ao passado recente dizia respeito,os verde e brancos da nossa terra já pontificavam com um trajeto de uma «Primeira Fase» irrepreensível,e mesmo brilhante,e onde por serem primeiros,em primeiros ficaram,e por lá acredito continuarão no reflexo de uma postura e capacidade,que de certo os fará triunfar enquanto mais uma faceta de brilho,a acrescentar à tão prestigiada história da "Velha Senhora",que hoje caminha em soluços indefinidos,mas que não desiste da devoção para o qual foi criada.
Bem dita a hora em que "aquela nuvem" pequei,ainda que já fora de tempo,tenha perdido picos de emoção onde os Navalistas já tinham "tropeçado" na expulsão do Landy,e ainda caído em um golo adversário,que ainda assim não obstruiu ao princípio de uma recuperação notável,concluída com tudo o que depois não perdi em pitadas,que mais do que isso me encheram a alma.
Dali para a frente,captei as incidências a meio do campo,como que me aconchegando ao "reboliço" emocionante da Squadra Verdi,que catapultava de fora para dentro o arrepio capaz de impulsionar os jovens "artistas da bola",em cada lance,em cada atitude,em cada trilho que fizesse explodir a alma Navalista,por um golo,e mais outro golo,que seria premiado com um efusivo e fulguroso abraço junto à bancada,e em um só gesto traduzido em também um só sentimento,ou seja, aquele que melhor desenha a palavra FAMÍLIA.

Assim foi,assim aconteceu,de 0-1,para 1-1,com a assinatura do buliçoso Monteiro,se deu luz verde para o assalto,e se na bancada por "entre vozes loucas" não se tivesse feito alusão à expulsão,nem eu dava por ela,tal o acerto fundamentado numa segurança de propósitos tecno-tácticos,aliados a uma tranquilidade emocional distante dos "enervados" atletas do Cova da Piedade,que até tendo um ou outro ansejo para chegar ao golo,se desequilibravam e trocavam os pés,por um precipício onde só não cai quem sabe e sente,a forma de controlar os arrepios que fazem de uns melhores que outros.


Entre um grupo com o qual me estava a identificar pela primeira vez,saquei logo aquele 23,que depois soube chamar-se Matos,e que verdadeiramente me encheu as medidas,baixinho mas possante,irreverente em demasia mas talentoso,"aventureiro no terreno" mas determinado,criativo no passe mas objetivo,e mais do que isso, tão disciplinado taticamente,que sabia recuar para colmatar o percalço de Dali,mas nunca deixando que com o seu espírito audacioso,pudesse construir em zonas adiantadas,e revelar-se decisivo nesta excelente vitória.

Quem não deixou créditos por mãos alheias,foi Sandro Moço,que por exemplo em jogada de golo,perfumou o seu talento num passe construído com a magia que lhe sobra em inspiração inata ,arredando tudo o que lhe apareceu pela frente,e oferecendo um dos golos que fizeram a Naval chegar ao intervalo na vantagem por 3-1,para além do mais,assinale-se o seu rigor tático e humildade,que tanto o levam na objetiva procura da baliza contrária,como na defesa da sua,executando um vai e vem que só lhe vai dar traquejo para a filosofia para onde tende esta modalidade de paixões mil.
Veio a segunda parte,e porque quem manda nos meus instintos sou eu,mudei-me para trás da baliza do Carlos,pois o caudal iria por ali aparecer mais vezes,e por parte dos "covapiedenses", para alem de que é nas costas de uma qualquer equipa que melhor me sinto a observar os desenvolvimentos estratégicos e instintivos.

O Carlos,até pode ser o Pinguim que a Squadra insinuou,mas o certo é que os homens não se medem pelas alcunhas,e deixem que seja dito,que este "Keeper"não tem só pinta de jogador,mas muita agilidade misturada com posicionamentos de certo bem trabalhados,aliados a uma elevação feita de equilíbrios,nos quais a mente manda,os olhos trilham,e o corpo alcança.
Bom,mas ele sabe como todos sabem,que contam com o centralão Wilson,que cria "sombras defensivas" aos adversários,determinantes nos tempos preciosos que coordenam o ataque à bola,elaborados numa grande entrega ao jogo,antecipação,e uma agilidade surpreendente para um jogador que parece pesado,mas "voa" de lance em lance,dando-me a entender que,se tem ali muito potencial para um dia se fazer feliz como atleta,e seguir em algo que com certeza lhe comanda os sonhos.
JP ,revelou-se um "matador",somando dois dos quatro golos da equipa,e tudo porque não me pareceu saber viver sem os brilhos codiciosos que fazem bailar as redes de qualquer baliza,caso para dizer que, desistir nunca,e por isso vive das somas que podem fazer feliz a sua equipa.

Gonçalo,não é para esquecer,também molhou a sopa,e revelou-se equilibrado nas ações defesa ataque,aliás revelando aquilo que toda a equipa mostrou na segunda parte,em solidez e cultura tática,tendo princípios bem definidos na consciência com que sempre se deve atuar,e atendendo às vantagens ou desvantagens no marcador.
Quanto àqueles jogadores que aqui, e aos quais não faço referencia individual,acontece e apenas isso,que ver um jogo é pouco para definir o que quer que seja de alto a baixo,na certeza porém,que o dedo sábio de Marinho Serpa os soube colocar em missões que por vezes se escondem mais,mas não deixam de ser decisivas nos êxitos alcançados.
Por fim,vou eleger mesmo o melhor jogador desta partida,e ele foi aquele que encheu os ouvidos dos jovens atletas,que lhes proporcionou "in loco"a vivencia de emoções que qualquer jogador persegue e deseja,que lhes abriu "a avenida do festejo",e lhes coloriu a alma,motivando-lhes novos sonhos  que um dia lhes há-de preencher os horizontes da felicidade.
E esse jogador,e sem hipocrisias,para as quais não tenho tempo nem pachorra,foi a SQUADRA VERDI,que continua a ajudar a não deixar apagar a chama da Quarta Coletividade mais antiga de Portugal.

Custcruz

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Não serei um sábio,mas também não vivo por viver...



...Quantos sonhos se alcançam sem que se escondam segredos,quantos segredos se perdem por nos escondermos em nós próprios,quanto bela é a vida quando o talento é um legado que completa a existência do mundo...

Custódio Cruz

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Figueira da Foz hipotecada por maus feitios,ou talvez "algo" mais do que isso...


Triste mesmo,é ver uma família desavinda,e a quem o Coliseu Figueirense diz tanto,e ao qual nunca por nunca se deveria colocar em causa a concretização do que quer que fosse,no engrandecimento continuo de um simbolo "que é de todos",pela expressão arrepiante de uma alma que só é sentida por quem na Figueira nasceu,ou se apaixonou pelos cantos e recantos que embalam o entusiasmo do nosso orgulho.


A "Malta do Viso",corporizou-se desde sempre como um verdadeiro grupo de amigos,e ainda que o tempo e as vicissitudes da vida possam ter criado diferenças de cariz social,e até político,jamais se notou distanciamentos no tal conceito de espírito de"família",onde  o envolvimento de pais,filhos e netos,ricos ou pobres,mais não fosse que um regresso a um passado vivido pela pureza de uma infância,a que com o evento Festa da Sardinha,todos tinham oportunidade de reviver numa aproximação tão mágica quanto marcante,e prestigiadora dos valores que devem defender a nossa terra.


Sem subterfúgios,nem hipocrisias,nada daquilo que mais divulgado foi como razões para a divisão entre a "Malta do Viso" e a Companhia do Coliseu Figueirense,me convence,e acredito mesmo,que outros interesses que tanto andam na corda bamba de um País onde o sistema político cada vez mais se revela fragilizado na falta de valores que o credibilizem como um meio para servir o todo,terá como que num efeito contagiante,elaborado as "diferenças malignas" que colocaram de costas voltadas os amigos de outrora.


Soube-se entretanto,que no decurso de uma reunião ocorrida entre a Autarquia(representada pelo vereador Dr.Carlos Monteiro e pela chefe de divisão de Turismo,Margarida Perrolas) e a direção da Malta do Viso,se terá chegado a um acordo,para que a Festa da Sardinha tradicionalmente organizada sob a ação decisiva e meritória desta organização Associativa,venha a ser realizada nos dias 2,3 e 4 de Junho de 2016,no pavilhão multiusos,sito no «Parque das Gaivotas»,o que registo com enorme agrado.pois só vem provar que ao respeito com que se tratou os concessionários do Mercado da Figueira na colocação temporária das suas atividades naquele apetrechado espaço provisório,não se terá esgotado na margem dinâmica com que depois dos já muitos valorosos eventos ali concretizados,se possa agora também ali colmatar divergências que só poderiam prejudicar um evento reafirmado na divulgação condigna da nossa terra.
Com esta atitude interveniente da Câmara,está lançada uma reflexão que deverá ser ultrapassada por quem se expôs ao extremo,e agora com humildade,sentido de responsabilidade e amor à Figueira,deve saber avaliar o quanto um recuo de um qualquer passo atrás,pode demonstrar os exageros com que também um qualquer ser humano pode  ser confrontado enquanto erro de palmatória.
Sentem-se à mesa,voltem a unir a "Família",e que no próximo ano,a Festa da Sardinha volte ao Coliseu Figueirense.