Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

Andreia Cruz,a contornar as esquinas da vida...


Andreia Cruz,
aquela em quem o sorriso não engana,
a luz dos olhos não esconde a magia do amor,
o olhar nunca se dilui em esquecimentos...

Sempre por perto,
por mais distancia que nos separe,
sempre marcante,
por mais que a vida corra sem avisar...

25 anos depois, 
nada mudou,
e tudo se fortaleceu...

Há uma estrela na vida que continua nossa,
e que perdurará pela vontade do que somos,
do queremos ser,
do que nos une em destinos de um só entendimento...

Tu és tu,
e eu sou eu,
mas nada impede a razão porque somos um só...


Feliz Aniversário, 
minha querida FILHA...


Custódio Cruz

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

Leão entre o brilho e a escuridão,perde-se "na surpresa" da derrota...


Ainda que os números alimentem a estratégia para um qualquer jogo de futebol,continuo e continuarei sempre a pensar,que é na postura de cada jogador,e em articulação com os dados tecno-táticos disponíveis,que os grandes feitos se expõem enquanto êxito de quem consegue ser mais constante ao longo de um jogo.
O Sporting da primeira parte,foi soberbo,palmilhou a rota dos 14 milhões de forma inteligente e sagaz,colocando-se no terreno de forma disciplinada e consistente,e ainda,e mais do que isso,com uma postura emocional onde os índices roçavam "os píncaros de uma lua" envolta em brilhos de uma ambição,que lhe permitia exibir no embate com o CSKA,os predicados capazes de o transportar até com alguma facilidade para a fase de grupos da Liga de Campeões.
Com um setor defensivo muito forte nas marcações,nunca abandonando a dinâmica de controle na ação dos avançados contrários,mesmo que aplicando a controversa(para mim) postura em linha,nada nem ninguém os conseguia superar no jogo aéreo,e muito menos nos confrontos diretos assumidos,ou recuperados nos desiquilíbrios estratégicos. 
Ligava de forma quase perfeita o desenvolvimento das suas ações ofensivas por entre os seus setores,revelando uma enorme personalidade na circulação de bola,onde tanto fazia valer uma "quebra de ímpeto" que também tanto manietava o adversário na possibilidade da recuperação do esférico,como "explodia" a espaços calculados,em objetivas incursões sobre a baliza contrária,que aliás lhe fez valer o golo de uma esperança quase certa,em relação àquilo que com esta primeira parte tudo fazia querer.
Mas,e quando um "mas"surge tão categórico no contraditório,tudo pode mudar como "do dia para a noite",e pior do que isso,se alicerçado por um lance de bola parada,em um princípio de segunda parte desastrado por oscilações inesperadas,e ainda agravado pela ajuda de uma mão que desta feita não foi a de "Maradona",mas a do Doumbia,digamos que só restava saber até que ponto Jorge de Jesus já tinha solidificado o seu discurso ganhador na mente de um grupo,que para ser campeão do que quer que seja,tem que saber lidar com o revés traumatizante da contrariedade.
Retirar o moralizado Gutiérrez(marcador do golo),para colocar o codicioso Slimani,até poderia afigurar-se como uma "jogada de mestre",se naquele canto cortado ao contrário,a bola não tivesse saído fora,e o golo do Argelino tivesse sido validado.
Mas,e este "mas" teve mesmo um outro alcance prático,na medida exata em que  o Sporting da segunda parte,nada teve a ver com o da primeira,e com a frieza impiedosa de Doumbia na concretização,e a descoordenação principalmente psicológica de um Leão moribundo,fez cair por terra um sonho a que nem "Jesus conseguiu valer".
Para a história fica o protagonismo de um "carrasco" que (b)dombiou "o leão" a torto e a direito,e o colocou a tentar refletir como João Pereira e colegas de flanco não conseguiram estancar o caudal no contra-pé,por confrontados em piques para os quais ou se tem pernas ou não se tem,correndo-se o risco de na teimosia das apostas,se revelarem um handicap que se pode arrastar cimentado na ilusão de nomes,mas com resultados práticos que se podem repetir e fazer comprometer o futuro de quem ambiciona ao mais alto nível.
O mais grave no entanto,foi que pouco desta história se espelhou na primeira parte do jogo,e como volto a reafirmar,por agora o custo desta discrepância de atitude custou 14 milhões,mas no futuro,ainda poderá honorar muito mais os cofres de Alvalade,se o crescimento das expectativas não se solidificarem em uma maior regularidade de atitude ao longo de um caminho que se quer enquanto um trilho de ambição convicta. 

Quanto a Liga de Campeões,para o ano há mais,mas para isso tem que se tentar de novo lá chegar...

domingo, 23 de agosto de 2015

Arouca,Marítimo,e Paços de Ferreira,novos candidatos ao Título?Quem sabe...


Olhem,tu Jesus,andas a falar de mais e a acertar de menos,sabes,o ego é um pau de dois bicos,ou nos transporta para um  estado de alma justo e sábio,ou nos atraiçoa elevando-nos aos píncaros de uma lua onde não habita ninguém.
Queres que te faça uma sugestão?
Porque não te calas,e deixas de te enrolar em polémicas fúteis e que só encaixam nos filósofos baratos.Se as mensagens foram com intuitos psicológicos,deixa os outros falar e pensa em outras "ações de jogo",até porque o campeonato também não se joga só com o clube razão dos teus recalcamentos atuais.
Isso passa pá,eles não te queriam,agora prova os teus méritos,e não te percas em justificações que podem ser alertas para as "orelhas do adversário".
Já tu Lopotegui,ou lá o que é,tens a aposta teimosa de um consagrado pinto,aproveita enquanto é tempo,"encosta-te aos jogadores" para ver se eles correm com vontade de te ver ganhar,caso contrário,deixa que te diga,que a margem é curta,e se te fixas em procurar inimigos há volta do Dragão,vais cansar o cota,quer dizer o costa,pois inimigos não lhe faltam,e quantos mais ele tiver por perto,mais respostas terá ele que dar.Pois é isso,ele já não é propriamente "um apito dourado",enfim,a idade não perdoa,e tu não sabes muito,ou seja,nada de geito,para convenceres no discurso...
Agora,tu Rui,tens que te convencer que o Benfica,e passe a simpatia pessoal a que pertenço,é um clube grande de mais para um treinador que perante a perda de pontos dos seus mais diretos adversários,não consegue motivar os seus comandados para a conquista das mais valias que no futuro possam alimentar um sonho obrigatório.
É que acabaste de vencer de forma concludente na jornada anterior,e de repente perdes com o Arouca.Diz-me um sexto sentido,que descansas de mais perante o êxito,assim tipo como "as linhas do teu fato",que vestem bem,mas se não souberes estar na vida,nunca ninguém vai dizer que estás ou és elegante...
Ó Rui,para seres Vitória,tens que ser igual todos os dias,pois os jogadores estão sempre com os olhos no líder,e se tu relaxas,eles esquecem "as mensagens",mas ao invés convencem-se que está tudo ganho.
Anda lá,afirma-te sem artificialismos,e vais ver que vais crescer à dimensão da oportunidade que te "caiu do céu"...
Isso mesmo,a fé é que nos salva...
Isto é que vai uma crise...


«O Benfica falhou na finalização, mas teve lances mais do que suficientes para fazer um ou dois golos. O Arouca também concentrou os jogadores perto da área, mas tivemos bolas mais do que suficientes para fazer o golo, porque fizemos vinte e tal remates, mas a bola batia numa perna de um jogador ou ia ao lado. Eles marcaram cedo e isso afetou a minha equipa, porque forçou uma mudança na estratégia», disse, na entrevista rápida à Sporttv.

Mas  que mudanças estratégicas importantes tiveram que acontecer perante um Arouca que jogou como não podia deixar de ser atrás da linha da bola o tempo todo,ou seja,antes e depois de marcar "o golo milagroso"?
Sofrer primeiro afeta uma equipa?
Claro que sim,e a resposta terá que ser na atitude.
Agora ficar afetada por uma mudança na estratégica,é admitir que perante o Arouca o Benfica estava preparado para atuar apenas e só de forma condicionada...
Estranho discurso...

LOPETEGUI: “FOMOS UMA EQUIPA PRECIPITADA”

​Técnico espanhol lamentou a fraca segunda parte dos Dragões no empate diante do Marítimo (1-1)

Apesar de sublinhar que o FC Porto criou as “melhores ocasiões” de golo, Julen Lopetegui reconheceu que os azuis e brancos não estiveram ao seu nível no desafio frente ao Marítimo, da segunda jornada da Liga NOS, que terminou com uma igualdade a uma bola. O treinador portista elegeu ainda o golo madrugador dos madeirenses como o “lance-chave” do encontro.

“O jogo começou mal para nós, pois o Marítimo marcou cedo, na primeira vez que se aproximou da nossa baliza, e isso deixou-nos algo intranquilos. Sofremos um golo evitável. 

Opa,agora já nem os "GRANDES" querem sofrer primeiro...
É que ficam mesmo muito AFETADOS....


O treinador do Sporting, Jorge Jesus, garantiu nesta sexta-feira que não enviou qualquer mensagem a jogadores do Benfica, antes da Supertaça portuguesa de futebol, que os ‘leões’ venceram por 1-0.
“Mas os adeptos do Benfica não são parvos. Ponto final em relação a essa questão das mensagens, porque se há mensagens que tenham a ver comigo em relação a algum jogador do Benfica dentro do conteúdo que estão a falar, mostrem as mensagens”, disse Jesus, que treinou as ‘águias’ nas últimas seis temporadas.
Jesus disse ainda que pode “mostrar algumas dos jogadores do Benfica”, mas “de amizade, nada a ver com o jogo”.
Pronto,ok...afinal mensagens ouve,mas o conteúdo é que não foi o TAL...
Pronto,mas deixa de tentar agradar aos sócios e jogadores do Benfica,e concentra-te no clube que te recebeu de alma e coração...

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Saber vencer...


Família feliz.
dignidade tremenda,
tantas histórias para contar...

Num mundo dentro de outro,

com a luz do que o melhor nos pode dar...

Gente simples,
de sorriso puro e alma livre,
caminheiros de uma verdade,
inspirada no brilho do coração...

Guerreiros por uma vida,
onde o pouco foi muito, 
por quem a soube alcançar...

Custcruz

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Figuras que valem a pena encontrar na vida...


Depois da partida de um ser,prefiro refugiar-me no silêncio e observar a uma distancia considerável o quanto a história de alguém ficou distribuída num seio,onde quis o destino que se cruzassem personalidades com posturas múltiplas,por sensibilidades distintas,mas que pela força do sonho se ajustaram para estimular desafios de vida,onde com o  exemplo da magia de uma bola,até se pôde conquistar vivências e memórias que nunca mais se apagam,e que na hora de uma despedida,estiveram marcadas e bem definidas na mente,nos rostos,e nas almas de quem é amigo não só porque o quer,mas fundamentalmente porque a luz do coração brilhou ao encontro de quem se aconchegou na naturalidade do chamamento humano.
Pedro Simão,já não ouviu a intervenção de um tal José Duarte Pereira,que estava nas exéquias do colega e seguramente amigo de muitas peripécias concretizadas no tal sonho de um jogo,mas que na envolvência de acontecimentos,os premiou a ambos com uma amizade que como o disse o Padre Veríssimo,só morre no físico,mas que para sempre fica espalhada no encanto da vida.
Este senhor,que conheço desde os tempos em que pela mão do meu pai,eu não falhava a nenhum jogo da Naval 1ª de Maio,e com o qual me deliciava a constatar as suas performances na ponta direita,já na altura semeava entre todos as boas regras da boa educação,da simplicidade,enquanto reflexo de "alguém" que não o é só,mas muito mais do que isso. 
Convidado a proferir algumas palavras sobre o numero 5,não conseguiu,porque também nem o pensou,em arredar-se da emoção sentida e amargurada de recordar alguém que faz parte da história de tanta gente,e onde naquela sala cabisbaixa,a cada palavra que soltou,mais aproximou aqueles que não sabem,e nem querem esconder sentimentos,por serem puros,verdadeiros,e no fundo seres que valem a pena encontrar na vida.
Senhor José "Carvoeiro",para além das verdades que enumerou em volta de Sebastião Pedro Simão,enalteço-lhe a autenticidade com que na procura de uma definição para com o amigo,se retratou a si próprio,como alguém que em cada lágrima,em cada soluço,em cada sentimento.descreveu em rigor a figura impar que naquele momento se despedia de nós.
Sem hipocrisias.quero aqui deixar o meu manifesto daquilo que eu já supunha,e nem sequer lhe peço para que nunca mude,pois tenho a certeza de que nunca o faria.

Custódio Cruz

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O ultimo adeus de um Navalista de alma e coração...


O ultimo cruzamento com o Navalista Sebastião Pedro Simão,será amanhã dia 13 de Agosto( Quinta-Feira),na Cerimónia Fúnebre a realizar-se pelas 15 horas na Igreja Matriz da Figueira da Foz,onde o seu corpo já se encontra em câmara ardente,sendo depois cremado no Complexo Funerário.

O Navalista Pedro Simão chegou ao "fim da linha"...


Atónito,sem reação,incrédulo,e mesmo por instantes não encontrei qualquer palavra que defini-se o sentimento que tomou conta de mim aquando do "estalo" com a triste notícia,e tudo porque embora o Grande Simão já estivesse há muito tempo hospitalizado,sempre acreditei com fundamento em visitas que lhe fiz,e mais ainda,em informações que me chegavam,que tudo iria correr bem,e o meu mentor na paixão pelo futebol,amigo e vizinho,voltaria a casa para reeditar cruzamentos de rua,onde a perspicácia da sua sabedoria,sempre doseada com uma humildade pura,acrescentaria mais valias ao desafio da reflexão pontual,onde qualquer versão tinha o rumo de conversa que ele construía,e nunca a que materializassem  para alimentar a falsidade,o diz que disse,ou o equivoco hipócrita.
Pedro Simão,foi meu treinador,foi o meu primeiro chefe de equipa,pois que mesmo na condição de seu atleta nos juniores,também foi sem receios nem constrangimentos pela minha condição de jovem,que me recrutou para seu adjunto na orientação da categoria de juvenis da Naval 1º de Maio,e isto na época de 78/79.
Lembro-me como se tivesse sido ontem o momento marcante da oportunidade,como calharam dois jogos ao Domingo,e ele era treinador das duas equipas,num não joguei,e no outro disputado em Quiaios,contra o Ferreirense,fez-me assumir o comando enquanto líder de uma equipa federada,e onde 3-0 foi o resultado galvanizador para um trajeto que dali para a frente me levou aos sonhos que concretizei sempre sem dispensar os seus atentos conselhos.
Jamais esquecerei o brilho dos seus olhos e o entusiasmo das suas palavras,quando me deu boleia para a loja dos meus pais,e me repetiu no caminho todo,de que sabia que eu não ia falhar,e que agora era a altura certa para dar azo à predestinação que ele achava que eu tinha.
Pedro Simão,foi um grande senhor da Naval 1º de Maio,por aquilo que nos deliciou como atleta, treinador e dirigente,mas muito mais do que isso,pelo amor verdadeiro com que se entregou à causa Navalista,onde dispensou galões narcisistas,e se entregou de alma e coração a uma filosofia de "pau para toda a colher",onde não havia lugar a negas de nenhuma espécie,quando servir o clube fosse preciso para afirmar e reafirmar a sua vitalidade histórica.
A garra que sempre protagonizou dentro das quatro linhas,estendeu-a para fora delas,a determinação que não regateou no dia  a dia,levaram-no a um patamar de um respeito na vida,que reuniu e reunirá sempre à volta da sua figura e da sua história,aqueles que sabem o que é trabalhar,que sabem o que é sofrer,que sabem o que é sonhar,que sabem o que é vencer na verdadeira acepção da palavra,e que até sabem que o numero 5,estará agora a sorrir,por continuar convicto do ultimo alerta que também a mim me confidenciou prostrado na cama do hospital:
Custódio,cuidado,há amigos que o são mesmo,outros que não o são tanto,mas pior,são os que parecem,mas nunca o foram.
Paz à sua alma,e fique ciente grande amigo,de que jamais o esquecerei a si e às sua lições...

Custódio Cruz

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Jesus Vitória...


Venceu o "dono" do carisma,pois o que se conquista em muito tempo junto,alonga-se e prolonga-se num estado de alma que galvaniza quem sob as suas ordens sente o desafio de igualar quem está mais habituado a vencer do que a perder.
Mais do que isso,não será só o agradar a Jesus,mas catapultar a vontade de ser tão bom ou melhor do que os protagonistas que ergueram o agora seu líder aquando do lado de lá da circular.

Jorge de Jesus,antes do jogo disse que "...conhecia os seus ex.Jogadores como a palma das suas mãos...",e mais,que aquilo que foram os valores das conquistas do então seu Benfica,ainda lá estavam,sendo inteligente, porque não os acicatou,e pelo contrário tocou-lhes num tom que manipula o instinto da alma.

Perdeu o Rui,que para ser Vitória terá que se libertar mais com a paixão do futebol,não ser tão pragmático,tão teórico no discurso,tão simulador na imagem,tão doutorado na postura,enfim,afirmar no final que a sua equipa na segunda parte foi mais ativa e pró-ativa do que na primeira,não soa ao ouvido de quem dá "pontapés na bola",e se marimba puro e simplesmente para o "Português bem falado".
Bem,quanto à antevisão do Jogo,o Rui,só soube dizer que também só no final é que respondia a Jesus,e isso foi muito pouco,diga-se em abono da estratégia de quem comanda,pois alinhou no peso atirado pelo atual treinador do Sporting para o adversário,quando o que devia era de forma perspicaz tentar dar uma interpretação,mesmo que distorcida fosse,de que o "pastilhas" estava venerar a sua ausência da LUZ...
Quanto aos aspetos tecno-táticos,vou desvalorizá-los nesta altura da época,pois face aos acontecimentos precipitados em volta dos dois clubes,o fator determinante quando as equipas ainda lançam as sementes para crescerem "no espaço",seria claramente o psicológico,e aí,a perspicácia venceu a ciência,o Rui,continua apenas a ser O Rui,e o Jesus,alargou a sua veneração.
CNC

sábado, 8 de agosto de 2015

Todos os que se cruzaram comigo no futebol têm uma história.


Impossível esquecer a luz com que a vida fez brilhar encontros que hoje defino à minha maneira,sob um critério uniformizado em uma filosofia à qual nunca por nunca conseguirei renegar,depois de todo um esforço que fiz e continuo a fazer para os interpretar,e para sempre limar uma aproximação que não apague as memórias gratificantes que um dia nos uniu,nos tornou mais fortes,e mais capazes de conciliarmos talentos,convicções,objetivos,e sobretudo a amizade que nasce de uma empatia pura,e se alicerça num âmago ao qual só o sangue não certifica o espírito de uma família perfeitamente inesquecível.
Se estás por aí,e me lês num recuo de tempo que te "arrepie" com a  presença deste amigo que não é,nem nunca podia ser prefeito,desta figura que deixou nas mãos de cada um a imagem para que também cada qual a possa configurar em seu modo,apenas gostava de te dizer que não ouve nada de mau,que me descolasse da honra de ter sido,de ter vivido,de ter desfrutado das vicissitudes contraditórias que o mundo escolheu para nos fazer crescer a todos.
É verdade que agora me sinto mais deslocado do epicentro das emoções que pudessem dar mais fulgor à continuidade,mas também vos confidencio,que me emocionam os permanentes sinais com que a vossa presença me tranquiliza no fulgor dos vossos sonhos,e sobretudo se entrelaça bem por perto de um "habitat" que será sempre nosso.
A vossa história também a escrevo eu,mas num livro que nos pertence a todos.

Abraço CNC

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Acelera-me de repente o pensamento...


Não terás sido ao longo da vida o melhor "contador de moedas",não terás primado pelo rigor na sucessão dos tempos,ter-te-ás perdido em sonhos que te prometeram tanto,e não te deixaram tanto quanto isso,mas a vida também te deu o muito que ainda hoje faz refletir aquilo que desde sempre te fez brilhar como um ser humano que genuinamente marcou a sua diferença.
Correste à procura do tempo perdido debruçado na calçada da humildade,esforçaste-te com tudo o que sobrava pelo sorriso dos teus filhos,lutas-te lado a lado com quem te comprometeste a escrever as páginas para uma família feliz,e hoje,e apesar das vicissitudes de uma vida que não está fácil para ninguém,é na paz de cruzamentos felizes,que a tua alma se revela viva e bem viva,por espalhada em brilhos que nasceram contigo e cintilam nos teus.

O Nuno encanta na voz e nos sentimentos em um mesmo modo com que te vi em jovem encher com esse mesmo dom os cantos divinais da igreja de Buarcos ou da Matriz da Figueira da Foz,sensibiliza plateias,como naquela vez em que tanto te aplaudiram no Casino da Figueira,revela-se audaz e corajoso,como na garraiada em que foste o único que afrontaste o garraio,e mesmo que de forma imprudente o tenhas feito de pernas abertas,valeu o voo cambalhota para atestar a coragem,a irreverência e o atrevimento da Cátia.
Bom mesmo,é sentir-se que para além dos que simpatizam,e dos que até se apaixonaram por essas tuas "duas estrelas cintilantes",não haverá subtração de certo nas linhas marcantes com as quais as razões de sangue sempre tocam um sentido de vida que pertence a todos os que nela se envolvem,e não é exclusivo de nenhum mentor pontual.
Depois da visita que me fizeste,fiquei com vontade de voltar a escrever sobre ti,porquê não sei ao certo,mas de certo sei,aquilo que estou a sentir,e por isso aqui te deixo orgulhoso,um grande abraço meu irmão.
Até um dia destes...

Custódio Cruz