Afinal a vida foi,é...e será sempre um desafio na sequência sólida de percorrer caminhos que se ajustem à reflexão equilibrada e tolerante, onde os projetos nunca acabem, e se definam cada vez mais naquilo que queremos ser, e não no que os outros querem que nós sejamos...
Perceber que refletir e concluir são atos que não podem estar confinados apenas ao reflexo daquilo que experimentamos sozinhos, ou obcecadamente vemos nos outros,caindo assim na tentação de criar verdades absolutas agarradas a pressupostos com falta de equilíbrio identificativo da nossa própria vontade...
Não podemos nem devemos querer para os outros aquilo que foram momentos nossos,e ajustados apenas e só para nós próprios...
Fazer crescer é educar e tentar ser amigo,é procurar limar com valores acrescentados os passos próprios de uma imaturidade pela qual quando jovens naturalmente passamos,e ou se está bem atento,ou então ficamos apenas por nossa conta,e isso pode ser muito perigoso...
Sinto sinceramente que os "meus" me olham com a admiração de quem foi livre de escolher o seu próprio caminho,com responsabilidade e dispensando cópias comportamentais,mas entendendo que a partir de uma "base experimentada" também podemos ramificar genuinamente o nosso próprio"eu"...
Só se vive uma vez,e tirar originalidade a um ser,é limitar as emoções que estavam reservadas para cada um,e isso eu penso que não é justo...

Custódio Cruz

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...

Aprender com a nossa sombra,e fixar os olhos em outras...
"...No dia em que me silenciarem a voz,não me apagarão os gestos,no dia em que me aniquilarem os gestos,nunca farão esquecer os meus sentimentos..." CustCruz

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Aqui eu sou feliz, e quem de 20 tira quatro,só já faltam 16...

A imagem do lado de cá da foto...



O mundo constroi-se  dia após dia,aperfeiçoando-se no bem ou sendo destruido pela mão do homem,a natureza responde-lhe na mesma medida,intensidade,e num fulgor idêntico quanto aquele que depois se reflecte em nós nas expressões da face.
"Ondas de Areia" de Filipe Brás,trás "à tela" mais do que o facto natural de uma tempestade feita de um manto fino,que galga também mais do que um paredão oposto à sua vontade,e cria no ar a balburdia que cega um destino reproduzido nas pedras frias e lascadas pelo tempo.
Esta alma tempestuosa da vida, fez aparição ameaçadora algures nesta terra de mar inconstante,não sendo estranha há raiz que a criou,surpreende por uma agressividade pautada por contornos tão ameaçadores,que creio só "os verdadeiros homens do Mar" nos possam desmistificar no rigor da razão que a fez brotar...
Filipe Brás,"sacou" tudo o que havia para "sacar",deixou-se emaranhar por entre um vento desafiador de equilíbrios sãos,e partiu em busca da captação de uma"guerra" gerada e disputada em solo apropriado à sedução traidora,para com quem se atreve a cobiçar-lhe o encanto,e a deliciar-se com as suas incidências...
Sim,eu sei,que até não foi tanto assim(coisa de "putos" irreverentes),mas outros também já o disseram e sucumbiram ás mais estranhas e simplórias das casualidades...
O certo é, que valeu a pena,foi profundo de ver e sentir  bem lá ao longe entre o "nevoeiro" o farol como que perdido mas firme na missão para o qual foi criado,e arrepiante mas compensador deixar-se invadir por aquele cenário tenebroso de mar revolto e sonorizado em trambolhões vários,perceber o quanto a espuma branca marca o final de uma investida,mas não dá tempo ao descanso capaz...
Por entre aquele vento denso e feito de farpas que cravam sem dó nem piedade,ainda se "fez luz" a brechas na pedra moldada pela cobiça do homem em chegar mais além,as cores cinzas que ofuscam os projectados caminhos,indiciam finais de ganhos e perdas com compensações por certificar...
O fruto das pressões e depressões desta vida,está aqui bem espelhado na expressão fiel a uma mensagem tão concretizada pela normalidade das contradições do tempo,como se calhar chegando mais além,num aviso "zangado" daquilo que muitos teimam "em mascarar" com a circunstância convencional...
Gostei Filipe Brás,é que gostei mesmo da sua foto...

CNC